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Os textos do Hate By Hate são obras de ficção.



Brasil, Sábado, 17 de Maio de 2008



Rio de Janeiro: o futuro do Brasil

Ouça esse texto lido em voz alta enquanto vê as imagens:

Quando o Brizola foi governador do estado do Rio de Janeiro, já de olho na ditadura presidencial do Brasil, implantou uma série de medidas para auxiliar as populações mais carentes, pelo menos é o que se dizia, que teve um impacto forte na cidade do Rio de Janeiro.

Coincidentemente, na mesma época, uma série de acontecimentos que hoje são lugar comum no Rio de Janeiro, como a favelização desenfreada e a conseqüente criminalização de toda a capital, começaram a tomar uma dimensão que nenhum carioca sequer pensou que poderia acontecer.

Existia a Zona Sul, abastada e turística, e o resto da cidade. De tanto reclamarem que o resto da cidade era deixada às traças enquanto a Zona Sul era bem cuidada, com o populismo oficializado por Brizola, todos os políticos resolveram nivelar a coisa para acalmar o clamor popular, e transformaram, eleição após eleição, toda a cidade em resto.

Antes, as pessoas que progrediam financeiramente sonhavam em morar na Zona Sul do Rio, hoje sonham em sair do Rio, já que as famosas Copacabana e Ipanema se transformaram em subúrbios desleixados, feios, e com gente mal-educada.

Escolas foram construídas para as crianças carentes, que em vez de ficarem nas ruas expostas ao assédio da criminalidade, ficavam o dia inteiro nas dependências escolares. No entanto, a maior parte das escolas era construída em lugares de fácil visibilidade, às vezes ao lado de outras escolas, enquanto lugares pouco interessantes ao marketing eram desprezados.

Nas escolas se ofereciam comida e educação; infelizmente a comida era algum macarrão com polenta e ki-suco pra enganar a fome e não alimentar o cérebro das crianças com grãos, legumes e verduras. A educação de qualidade oferecida durante todo o dia em geral tinha o seu tempo preenchido com algum bicho-grilo ensinando modinhas folclóricas para as crianças.

E o que aconteceu com essas crianças quando chegaram ao ensino médio e precisaram de neurônios bem nutridos e boa formação escolar? Nada de diferente. Pois o Rio se transformou numa grande favela, recheada de pobreza cerebral em todos os lugares.

E a partir daí a juventude, palavra que nas últimas décadas tomou o significado putrefato de gente com autorização pra fazer merda, se dividiu entre filhinhos de papai e filhos do tráfico. Os primeiros, filhos das primeiras gerações de lissencéfalos, protegidos pelos pais para ameaçar empregadas domésticas, garçons e prostitutas, e jogar os filhos pela janela; os segundos, protegidos por traficantes para ameaçar os vizinhos até que tenham altura para se tornarem buchas de canhão para seus líderes e assim poder ameaçar a toda a cidade.

O Brasil de Lula, conhecido admirador e amigo do sanguinário ditador de Cuba, Fidel Castro, que até o diabo procrastina pra levar esse merda com ele, vai pelo mesmo caminho. Agora não só a partir das classes mais miseráveis mas também nas classes médias que hoje não passam de classes miseráveis com dinheiro no banco, sem a menor condição cerebral para pensar por si mesma, santificando pinguços de birosca e líderes religiosos como salvadores intelectuais, sendo eles mesmos avessos aos livros e aos jornais tanto quanto o povo que os santifica.

Se o governo do Fernando Henrique foi um desastre econômico, exatamente como todos os seus antecessores, pelo menos não foi um desastre intelectual. Um presidente intelectual, com um discurso democrático, sem pretensões ditatoriais, não pode ser pior do que um presidente semi-analfabeto, parceiro de ditadores latino-americanos, que historicamente nunca escondeu o desejo por uma presidência vitalícia.

Economicamente ambos são perfeitamente dispensáveis, mas se um deixou a população de barriga vazia, o outro ainda teve o virtuosismo de esvaziar também a alma, alimentando o populismo por toda a nação.

Na carona do populismo de Brizola no Rio de Janeiro, se alastrou por todo o país seitas políticas travestidas de grupos religiosos, que se transformaram em verdadeiros impérios econômicos, fomentando em plena luz do dia, durante décadas, o preconceito religioso contra o Candomblé de origem africana, a Umbanda de origem indígena e o Kardecismo de origem européia.

E como se não bastasse isso, outro grupo, fomenta um crescimento do racismo contra negros que, em alguns anos, será lugar comum como bala perdida. Afinal, você vai preferir um dentista branco que se tornou dentista com uma melhor formação educacional, ou um negro que só se tornou dentista por força de um sistema de castas que favorece somente a pele escura das pessoas?

A falta de neurônios bem nutridos faz as pessoas resolverem os problemas como cães mordendo o próprio rabo, é mais fácil do que pensar a respeito e votar certo nas próximas eleições. É mais fácil dar quotas do que lutar por um ensino público melhor, e mais fácil dar passagens gratuitas em ônibus para estudantes do que dar emprego a professores criando escolas de verdade próximo aos estudantes. É mais fácil o apadrinhamento do humilhante vale-transporte do que salários dignos.

E, como onde não há neurônio não há eleitor, os problemas brasileiros ainda vão se arrastar por muitas e muitas décadas; levando aberrações políticas aos governos assim como levam aberrações estéticas à Playboy.

2 Comentário:

Uauaua disse...

Bravo!Bravissimo!

Hate, gamei (L)

Sorete disse...

Como se chama mesmo aquele fenômeno psicológico onde o indivíduo faz escolhas baseado na opinião do coletivo?

Deve ser estranho para um indivíduo perceber que outro indivíduo está esperando o primeiro fazer uma escolha para então segui-lo, assim como o segundo está esperando o primeiro, e assim por diante numa coletividade.

E deve ser mais estranho ainda se estes indivíduos todos, na sua individualidade, escolherem uma opinião feita remotamente, por apenas um indivíduo, mas repassada à todos como sendo a opinião do coletivo.

Como se chama mesmo aquele veículo de transmissão de opiniões?

Deve ser estranho para um indivíduo se considerar pessoalmente responsável pelos erros cometidos pela coletividade...

Navegar na Internet com algum conforto requer rapidez, espaço e pouco uso do mouse e do teclado. O Firefox 3 traz algumas possibilidades para aumentar o espaço disponível da tela para os sites.

Quanto menos espaço o navegador ocupar, melhor. São as páginas e as fotos que devem ocupar o máximo de espaço possível e não o seu browser, aliás, essa regra serve para qualquer bom programa.

Continua aqui...